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segunda-feira, maio 21, 2007

Crise de 1/5 da idade

No começo, era tudo demais, agora é apenas o mais. Estágio, faculdade, Mc Lanche Feliz e suco de uva Del Valle. Todas essas coisas já foram muito mais gostosas e hoje em dia não têm lá muita graça.

É uma sensação parecida com a que você tem logo que assina tv a cabo. Tudo parece uma maravilha, até o momento quando você nota a variedade absurda de encarnações dos Power Ranges sendo reprisada a todo o momento ou a imensa quantidade de documentários sobre o acasamento das libélulas africanas albinas que, por alguma estranha razão, vivem nas florestas equatorianas.

Mais do mesmo.

Daí o problema: sempre o mesmo sabor e os mesmos afazeres. E de vez em quando, recebo também algumas demonstrações de sadismo de algumas partes, o que torna a vida um pouco mais agitada, mas, não necessariamente, divertida.

Não digo que acho tudo essencialmente chato, irritante e insosso. Não sou pentelho a esse ponto. Cho Seung-Hui é que não gostava de nada.

terça-feira, abril 17, 2007

Minha querida Sodoma

É a mesma coisa diariamente. Chego em casa e escuto minha mãe falar do dia de trabalho dela no banco. Aquele papo “ah, um cliente queria sacar R$ 1 milhão da conta dele” ou “faltou dinheiro nos caixas eletrônicos”, com pouquíssimas variações.

Não tenho saco de ouvir isso, porque também todo dia passo por uma rotina efandonha na redação do jornal. Meu trabalho como (quase) jornalista não é nem um pouco emocionante. Não consigo viver a minha monotonia e ainda escutar sobre outro cotidiano tedioso.

Quem me dera viver as aventuras do saudoso Tim Lopes. Pena que nem mesmo ele conseguiu sobreviver às suas aventuras, mas isto é apenas um detalhe.

O pior de tudo é que parece existir, dentro de mim, um certo prazer em trabalhar com isso. Uma relação masoquista que nem Sade poderia descrever direito. Acho que criei minha própria Sodoma.